
Nascida da areia, ela vem envolta por ondas, por sol, por mar...
Flutuando pelo ar vai tocando o infinito e percebendo deste, o amor.
Em pleno vôo, sentindo o vento na face, se desloca por todos os momentos da vida.
Cheia de alegria, envolve com as mãos todos os que lhe enchem o coração.
Como num passeio mágico pelos ensinamentos da vida, ela borda as flores e cores que faltam.
Mágica do tecer, do fazer e do contemplar, este é um momento de conhecimento.
Redescobre coisas simples, que alimentam a alma. Reinventa leis, desafia castelos, imprime marcas, enfim permite-se ser. Segue insinuando vida, aceitando perdas e entendendo a beleza.
O som da gaita transporta-a para além e lá ela aceita todo o amor e toda a felicidade.
Olha enfim, lembrando o calor de teu abraço, o aconchego de teu colo. Onde mãe, tudo foi parar? Onde mãe, está aquela cumplicidade? Para neste momento e chora com seu peito rebento, mas depois se enche de ar e segue a jornada.
Saltando trampolins, rindo como um palhaço deita no teu colo e sente o cheiro da chuva, que imprimiu tanto tua vida na dela. Onde anda pai, aquela sensação de que tudo posso? Onde anda pai, teu afago e carinho protetor?
Inundada de sensações, e tristezas denovo ela vai... Desta vez voa para meu ser, encontra nesta menina muito de bom, de sereno e de certo. Coisas que a vida leva; coisas que a vida traz. Lembra de olhos, cheiros, vontades, medos e alegrias, e nada mais são que lembranças.
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